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O Projeto de Lei (SF PLS 00697 2015) que isentava impostos para a compra de instrumentos musicais diretamente por músicos profissionais e orquestras foi arquivado ontem, dia 10 de novembro, pelo autor, Senador Cristovam Buarque. A PLS 697/2015 criou grande expectativa por parte da comunidade musical, sem perceber entretanto, que ela beneficiaria somente músicos com a carteira do Ordem dos Músicos do Brasil (OMB) e orquestras, mas não priorizaria músicos amadores.

Para lojistas, importadores e fabricantes ouvidos pela Música & Mercado, o Projeto de lei que tramitava no Senado desestruturaria do setor de serviços e fabricação e abriria a possibilidade para a criação de brechas para a importação ilegal. Desta forma, a quebra do varejo, indústria e importadores seriam a consequência da regulamentação da PLS, além, obviamente os músicos amadores pagariam mais para comprarem seus instrumentos.

E se a PLS 695/2-15 fosse aprovada?

Quem Ganharia

  • Músico profissional com carteira da Ordem dos Músicos do Brasil (OMB)
  • Ordem dos Músicos do Brasil
  • Orquestras
  • Governo – pelas licitações de equipamentos não produzidos no Brasil em larga escala
  • Mercado ilegal

Quem Perderia

  • Músicos amadores que pagariam mais caro por instrumento
  • Músicos que necessitam de assistência técnica e garantia de fábrica
  • Lojistas
  • Fabricantes
  • Importadores
  • Distribuidores
  • Escolas de música e Conservatórios

Em tempo – Atualmente, para importar um produto, o músico paga o mesmo valor de imposto que a representante legal da marca internacional no Brasil.

Para o Presidente da Associação Nacional da Indústria da Música (ANAFIMA), Daniel A. Neves, “O correto é que todos os instrumentos musicais, periféricos para estúdios e equipamentos de áudio sejam desonerados, não importa se produzidos no Brasil ou importados. Além disto, é necessário ter um envolvimento específico do BNDES e outras vantagens para equilibrar a competitividade das fábricas brasileiras”, explica.

Isenção de impostos dos equipamentos de áudio e instrumentos (para amadores e profissionais)

Representantes das indústrias, lojistas, importadores e músicos buscam há tempos a sensibilizar o poder público para a isenção de impostos imposto de fabricação e importação como PIS/PASEP, COFINS, além de ICMS para equipamentos de áudio, periféricos e instrumentos musicais.

Para Neves, da ANAFIMA, o instrumento musical deve ser encarado como uma ferramenta de geração de renda, considerando toda receita gerada obtida pelos direitos autorais, economia criativa e economia conexa nas manifestações musicais nos Estados da Federação. “Para entender a questão econômica da música basta imaginar o Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco e até Brasilia sem nenhuma atividade musical”, comenta.

“É necessário entender que o Projeto que estava em vigor beneficiaria somente uma elite musical. Estudantes de música não teriam benefício algum sobre a PLS 697/2015”, completa o Presidente da ANAFIMA. Para a Música & Mercado, o texto das PLS 697/2015 e PLS Nº 329 de 2/6/2015 / ambas reedições da PLS86/2004 são importantes, mas necessitam de um aprofundamento e ampliação do debate para que englobem o setor como um todo.

Quer colaborar para termos uma lei específica para músicos amadores e profissionais?

Veja matéria completa em http://musicaemercado.org/imposto-de-instrumentos-musicais/